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São Jorge d’Oeste “no escuro”: fim das câmeras revolta e gera preocupação na população

O sistema contava com mais de 70 câmeras espalhadas pela cidade e em pontos estratégicos

São Jorge d’Oeste “no escuro”: fim das câmeras revolta e gera preocupação na população
Transmissão Sessão Ordinária Câmara de Vereadores de São Jorge
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A retirada do sistema de monitoramento por câmeras em São Jorge d’Oeste está gerando revolta e preocupação entre moradores e autoridades. A decisão da Prefeitura de não renovar o contrato com a empresa responsável já tem efeito imediato: os equipamentos estão sendo retirados, deixando a cidade sem um dos principais instrumentos de apoio à segurança pública.

Durante a última sessão da Câmara, o vereador Moacir Antônio da Costa e Silva fez um pronunciamento forte, relembrando o esforço que foi necessário para implantar o sistema. “Eu lembro aqui que foi uma luta muito grande para conseguir achar um jeito, uma maneira para dar esse suporte à Polícia Militar”, afirmou. Segundo ele, a conquista envolveu CONSEG, Polícia Militar e a gestão municipal da época, ainda no final de 2023.

O sistema contava com mais de 70 câmeras espalhadas pela cidade e em pontos estratégicos, trazendo resultados diretos no combate à criminalidade. “Nós estamos aqui numa rodovia de tráfico de droga, de roubo de carro, e tinha minimizado muito. A polícia tinha apreendido muito tráfico de drogas, cigarros e muitos carros”, destacou o vereador.

Além disso, a tecnologia permitia respostas rápidas em situações críticas. “Tinha câmeras ali no Rio Chopim, lá no Iguaçu, com reconhecimento de placa. Carros roubados já davam o sinal na Polícia Militar”, explicou. O monitoramento também incluía recursos modernos, como reconhecimento facial, reforçando a prevenção de crimes e a proteção da população.

O vereador ainda fez um alerta ao lembrar de casos graves no país. “Quem não lembra daquilo que aconteceu em Santa Catarina, daquele louco que entrou na escola… foi aí que vieram também câmeras com reconhecimento facial”, disse, associando o uso da tecnologia à preservação de vidas.

Agora, com o fim do contrato, a cidade perde uma ferramenta que, segundo ele, ajudava diretamente a polícia e aumentava a sensação de segurança. A decisão levanta questionamentos inevitáveis: como um sistema que dava resultados concretos simplesmente deixa de existir? Falta de planejamento, prioridade ou gestão?

Enquanto respostas não aparecem, o impacto já é sentido nas ruas. Segurança pública não é luxo — é necessidade. E quando falha, quem paga a conta é a população.

Acompanhe a fala do vereador:

 

FONTE/CRÉDITOS: Ademir Hanzen
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