O Grupo Piracanjuba inaugurou, na última quinta-feira, 26, a sua unidade em São Jorge D’Oeste. A indústria já iniciou o processamento de queijo há alguns meses e, num primeiro momento, está produzindo queijo muçarela (em peça e fatiados) e manteiga. Marcelo Costa Martins, diretor de relações institucionais e governamentais da Piracanjuba, em entrevista coletiva, falou sobre a atual operação da indústria. “Nós estamos processando entre 300 e 400 mil litros dia e expectativa de crescer rapidamente esse volume. Uma parte significativa do leite vem da região Sul do Brasil, em especial do Paraná. Hoje são 250 empregos diretos já gerados e, com o volume que imaginamos, vamos abranger mais de 1 mil produtores. Considerando, na produção primária, que cada produtor gera quatro empregos, teríamos, só na produção, mais de 4 mil empregos em virtude da operação, fora uma série de outras oportunidades que serão geradas no transporte, a questão de habitação e várias outras que uma unidade desse porte proporciona. Pelas características da cadeia produtiva do leite, uma parte significativa da receita fica no município e o dia do pagamento ao produtor, com certeza, movimenta o comércio local. Nossa expectativa, enquanto Grupo Piracanjuba, é contribuir muito com a geração de emprego e renda na região Sudoeste como um todo”, destacou.
Ele falou sobre a capacidade da indústria. “Esse é um espaço que tem capacidade de recepção de 1,2 milhão de litros de leite por dia, sendo uma das principais plantas de queijo do país. A indústria é totalmente automatizada e com o que há de mais moderno em termos de produção, produtividade e qualidade. O Grupo Piracanjuba, até então, era muito forte em leite, creme de leite, leite condensado e outros produtos da linha seca. A produção de queijo era marginal. Com a unidade, passamos a ter uma das principais plantas de queijo do Brasil que garante uma qualidade excepcional e eficiência produtiva e já nos posicionamos como uma das principais produtoras de queijo no país. Na segunda etapa, que deve ser concluída em dois anos, teremos a produção de lactose e os concentrados proteicos que são muito importados ainda e, hoje, tem falta de disponibilidade no mercado. A ideia é, inclusive, o Grupo Piracanjuba passar a substituir as importações com produção local, atendendo as demandas dos mais diversos segmentos no Brasil. Especialmente com o whey protein que temos uma demanda grande nos últimos anos e estamos nos posicionando de forma significativa no mercado”, completou.
Atualmente, a importação de whey protein concentrado (WPC) representa cerca de 54% do consumo no Brasil, enquanto a lactose importada responde por aproximadamente 67% da demanda nacional, segundo dados do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), referentes a 2024. Com a nova unidade, a empresa contribui para ampliar a produção local desses ingredientes, fortalecendo a indústria nacional e reduzindo a dependência externa.
Fonte: Portal Educadora
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